A chuva entrou como que a anunciar o fim das mini-férias para muitos. Um dia cinzento para os dias cinzentos que se avizinham, depois de uma semana de esquecimento e folia ou relax. Uma espécie de lembrete antecipado para o que se vai seguir.
A côr da moda é o cinzento, cinzento-crise, ou, se quisermos, cinzento-não-sei-onde-isto-vai-parar. Um meio caminho entre o branco e o preto, e, dependendo do nosso maior ou menor optmismo, mais claro ou mais escuro, mas cinzento na mesma.
Dias como este, cinzentos mas quentes, dão-nos uma sensação de desconforto, como se algo não estivesse bem definido, há qualquer coisa escondida que não percebemos bem o que é, e que nos deixa desconfiados com tudo o que nos rodeia, e pior que isso, não sabemos bem o porquê da sensação, apenas que a temos.
Olhamos para cima na espectativa do pingo de água que temos a noção que vamos levar na cabeça, mas ele teima em não cair, o sol teima em não entrar, apenas o cinzento permanece constante. Detesto dias assim, ou que chova a cantaros ou que venha o sol, mas assim não. Cinzentos, só cinzentos e nada mais, ainda por cima no alentejo, não está certo.
Apetece-me apanhar um voo para Zanzibar. lá pelo menos há sol e o cinzento não chega tão longe.
MPSPM
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