domingo, 14 de junho de 2009

Os gregos, os troianos e a Helena


É impossivel agradar a gregos e troianos, diz-se com muita frequência. Esta afirmação é falsa. A Helena agradou a ambos,e tão grande foi o agrado que gregos e troianos nunca mais se entenderam depois disso. E tudo porquê? por causa de uma jovem frondosa e bela que preferiu ser Princesa em Troia a Rainha em Esparta.(Obviamente aqui deixamos de parte os interesses economicos da coisa que foram os que realmente contaram, vamos antes olhar para isto com uma visão poética).

Helena era uma só. mas, e se não fosse apenas uma só, se por algum acaso tivesse sido possivel clonar a Helena? teria isto resolvido o problema? teriam gregos e troianos continuado a dar-se bem?

Mas se houvesse mais do que uma Helena, Helena já não seria Helena, seria mais uma e não uma só.

Provavelmente nem gregos nem troianos teriam querido saber dela. Assim por ser unica quiseram. E tão grande foi o querer de ambos os lados, que ainda hoje se fala nela e no que aconteceu por causa dela.

Não era só a Helena que era unica, todos os que participaram nessa guerra tambem o eram, e nós tambem o somos.

Somos todos unicos, todos diferentes, todos especiais, á nossa maneira, com as nossas imperfeições. E somos tão esquecidos dessa realidade, desse elemento unico que faz cada um de nós, irrepetiveis.
E com isso não nos valorizamos, achamos que somos mais um entre muitos. Errado. Não somos mais um, somos um entre outros. Isso faz muita diferença, faz toda a diferença. E se não faz, devia fazer.

Por causa de Helena, Homero escreveu, Ulisses criou o cavalo de troia (ainda hoje usado pelos nossos queridos e queridas hackers, para nos enviarem uns virusitos informaticos e outros programitos perniciosos), Aquiles e Heitor ficaram imortalizados, E Troia vive na nossa memória colectiva para sempre.

E já pensaram que o mundo ficaria mais pobre sem cada um de nós tambem? de alguma forma tocamos aqueles que nos são proximos e somos tambem tocados por eles, algo de nós passa e fica com os outros e o mesmo acontece em retorno. Podemos não deixar cavalos de troia, nem feitos dos quais a historia vá relembrar, mas deixamos algo de nós e ficamos com algo dos outros, e são esses pequenos nadas que fazem as grandes diferenças.
O mundo não se salva todo de uma vez, salva-se um pouco de cada vez, e esses pouco somos nós que o fazemos. Dia após dia.

E salvamos gregos e troianos, e a nós tambem.
MPSPM

1 comentário:

  1. Há um mestre e um aprendiz em cada um de nós.

    Eis um post ao qual não tenho comentário, a não ser ficar com o eco do ultimo paragrafo em mim.

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