
Medimos a nossa vida por unidades de tempo, pelo que conseguimos dentro dessas unidades de tempo, pela forma como utilizamos essas unidades de tempo. No fundo revolvemos por entre a noção da nossa finitude, e, de termos que fazer algo de positivo com ela.
Construímos uma memorabília, com objectos, fotografias, instantes, marcos de referência nos intervalos de tempo que definimos como etapas. No fundo marcamos destinos, pontos de chegada. como se esse instante ou esses instantes fossem o objectivo do nosso percurso até aí.
Mas nós somos perpétuo movimento, somos energia viva, que se transforma constantemente, a nossa verdadeira dimensão reside no nosso percurso, não no destino, ou melhor, não apenas no destino.
Quantas vezes o nosso ponto de chegada foi diferente do que pensámos no momento da nossa partida, e por isso valeu menos a pena? foi menos vivido?
O que nos transforma é o percurso, o que se passa entre pontos, o que acontece pelo meio, os nossos passos, os nossos companheiros de viagem, as sensações que vivemos, as paisagens que visitamos e o que elas nos transmitem nesse momento singular e unico, irrepetível, da nossa passagem por elas.
Somos todos estrelas cadentes, em rotas de colisão, paralelas, elipticas, circulares, somos cada dia, cada momento, cada segundo, bom ou mau,intenso ou dormente.
Aceitamos que só os momentos bons são válidos, só os grandes sucessos são importantes, errado, todos os momentos são igualmente importantes, igualmente válidos, igualmente necessários, são eles que nos definem a cada passo, que nos demonstram inequivocamente em tempo real o tipo de seres humanos que somos, e acima de tudo para onde vamos.
Ousemos ir onde nunca antes fomos......e não tenhamos pressa em chegar!
MPSPM