Somos todos actores no palco da Vida, dizia Shakespeare com bastante razão.
Somos os protagonistas da nossa prória história, encenadores e directores, aderecistas e tudo o mais que se possa imaginar.
Para que a peça não saia de cena, criamos os mais fabulosos cenários, damos densidade ao nosso personagem, pintamo-lo com a mais ampla palete de cores, reconstruimos e destruimos na constante procura pela "lotação esgotada".
Resta saber se as receitas de bilheteira valem a pena, e, se pelo menos, pagam os custos com a produção.
"The show must go on" é o lema da coisa, tão bem musicado pelo saudoso Freddy Mercury, e não é essa a grande verdade da peça, o show tem que continuar, até ao dia em que o artista da companhia dê a sua "last performance" e saia em grande estilo.
A questão é saber se nessa interminável peça, o actor se transmuta ou se apenas nos ficamos pela miragem do personagem que nos apresenta.
O ideal é que a peça deixe de ser peça e seja mesmo Vida.
Cabe ao Actor/encenador/director/aderecista/ e tudo o mais, deixar cair a máscara e as cortinas de fumo e espelhos com que nos entretém, e dar-nos de si no seu todo e por inteiro. Assim a peça valerá a pena, porque nesse momento já não é peça, é Vida.
E não é isso que todos procuramos.....a VIDA.
"break a Leg!"
MPSPM
P.S.- ler ao sabor de Archangel dos burial (apenas uma sugestão)
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